Terei compaixão da ex-presidente Dilma

Terei compaixão da ex-presidente Dilma, mas não hoje, só depois de algum amanhã ainda indefinido, até lá terei compaixão dos meus, dos que com eu vivem na amargura dessa tragédia política passada de mão e mão desde sempre, até chegar o dia no qual terei compaixão da ex-presidente Dilma, sentirei a dor dos meus, dos famintos, dos desdentados, dos que não sabem o que é amanhã, até lá, até ter compaixão por essa personagem inventada pelo mórbido Lula, sentirei compaixão de outras tantas mulheres que não tem plano de saúde, das mães que vivem longe dos seus filhos. Irmano-me não com a ex-presidente Dilma, mas com as avós que sustentam suas casas de filhos sem empregos e netos de futuro incerto, me irmano com os que não têm grana para pagar advogados e morrem nas garras de um Estado criminoso. Sentirei compaixão de Dilma, mas antes sinto das senhoras idosas que vivem de catar no lixo o sustento de cada dia, os carroceiros tristes que vejo aqui em Brasília vivendo cada dia como se fosse o último, me irmano com os pais que vivem longe dos seus filhos, que saem por este país tomado por canalhas, canalhas ideológicos de esquerda e direita, parasitas da dor e da morte. Sentirei compaixão da ex-presidente Dilma, mas uma compaixão diferente, algo que ela nem seus próceres sabem o que é, compaixão que me impede de desejar que ela se foda, como se fodem todos os dias os pobres desses país, pobres muitos deles aleijados do sistema de educação competente. Sentirei por essa trágica figura da ex-presidente um tipo de compaixão sem interesse algum, sei que durante todo esse tempo ao deitar a cabeça no travesseiro Dilma só pensava no cargo, no poder, não está nos seus olhos solidariedade alguma. Ainda há um bando aprendizes de picaretas segurando cegamente bandeiras que mais parecem mortalhas para cobrir os mortos por esse sistema político carniceiro e desumano.
A vida nunca esteve na agenda política nem da direita, tão pouco esse amontoado de sentimentos mesquinhos chamado esquerda, neste país triste direita e esqueça se completam, são canto da morte e da dor, a morte é a agenda da política no país, para manter sua agenda perversa tem como cúmplices lideres religiosos, servidores públicos, artistas, políticos e  membros da própria justiça todos irresponsáveis, dão as costas para o país e vivem a mesquinharia do poder.    



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