Cristovam Buarque

Foi com alegria que recebi uma cópia autografada do seu livro “Uma Nova Esquerda para o Brasil que queremos”. Minha namorada Renata Madureira, esteve na feira do livro e trouxe um exemplar. O texto escrito em prosa poética é de uma beleza comovente, longe do hermetismo barroco dos textos acadêmicos, o seu livro nos oferece o óbvio e nada mais difícil para muitos que enxergar o óbvio, mas parece que a intelectualidade da velha esquerda tem pavor do óbvio. O óbvio realmente deve assustar quem não enxergar a realidade como um lugar que só é possível se nela as contradições ficaram óbvias, contradições que nos ajudam a enxergar que algo de errado vai com nossas certezas.
Quando eu era de esquerda, os intelectuais de esquerda diziam que se guiavam pelo pensamento crítico, racional e até científico, hoje esses mesmos intelectuais parecem guiados por superstições acadêmicas, crendices ideológicas que ao fim tonaram todos sectaristas e arautos da santificação dos seus erros.
O maior legado, triste legado, da velha esquerda para o Brasil são as portas abertas para bizarrices políticas perigosas, uma ideologia mística que assim como a velha esquerda não sabe, não quer saber e nem entender o nosso Brasil. Hoje observamos que forças políticas muito perigosas avançam no país e usam as mesmas táticas ideológicas da velha esquerda: manipulação emocional, distorção dos fatos, apego ao poder pelo poder. Neste aspecto tanto a velha esquerda quanto essas forças dogmáticas de uma moral lunática e sem aparado nas grandezas do nosso povo são iguais.
A velha esquerda que tentou e tenta usar movimentos sociais para aprofundar mais ainda nossas mazelas como racismo, preconceito de classe, messianismo político encontrou justamente no conservadorismo político brasileiro sua alma gêmea, um depende do outro para que se legitimem e tudo isso com a nuança de artistas, intelectuais que assim com os políticos da velha esquerda, ou da direita mística não querem saber ou entender o Brasil.
Seu livro é um importante documento, um sopro de serenidade para esse país cercado de oportunistas por todos os lados, não importam se da velha esquerda ou da direita de sempre, são almas embrutecidas que negam o diálogo e apostam no medo para coagirem corações e mentes. Reafirmo o prazer de ler seu livro, reafirmo que é um documento importante, reafirmo que podemos aproveitar esse momento para fazer do Brasil um grande país hoje, agora e sempre.
Desejo ao senhor vida longa, paz de espírito e serenidade.
Aceite meu abraço fraterno, querido Cristovam Buarque.
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