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Mostrando postagens de Junho 1, 2016

O artesanato das palavras*

O artesanato das palavras. Em “Outras Palavras” Caetano Veloso mergulhou em três movimentos literários: Modernismo, Concretismo e Dadaísmo para escrever uma das suas mais celebres e vertiginosas canções. Como um artesão Caetano vai tecendo, ligando palavras na busca de mostrar que ele é quando já não é e diz quando não quer mais dizer. O Dadaísmo foi certamente o mais radical movimento artístico do século passado, Tristan Tzara um dos arquitetos do Dadaísmo acreditava que a arte não poderia explicar o ser humano, por isso o Dadaísmo investia contra a arte “racional”, o “planejamento artístico”, por outro lado acreditava que a arte estava em tudo, e que a arte feita pelo ser humano era uma espécie de representação errada do próprio ser humano. Tristan Tzara escreveu: (...). Eu redijo este manifesto para mostrar que é possível fazer as ações opostas simultaneamente, numa única fresca respiração; sou contra a ação pela contínua contradição, pela afirmação também, eu não sou nem pró nem …

Democracia é diversidade

Democracia é diversidade. Diversidade é palavra desvirtuada no Brasil, aqui quando alguém fala em diversidade quer dizer: pense como eu, tão somente como eu, Estado democrático e de direito aqui é transformar suspeito em réu, confundir justiça com justiçamento, se sentir superior a outro tão somente por defender 
alguma ideia, é se dizer tocado pelo sentimento social, mas olhar pobre com nojo, passar pelo porteiro do prédio e não dizer: bom dia, Nada mais exato e igual no Brasil que bolsonaros e wilians, todos conservadores, querem um mundo de ideia única, no mundo que defendem não há espaço para dialogo. Nas favelas do Brasil nas quais mulheres são mortas, jovens mortos essa gente entendida, inteligente só pisa os pés para pedir votos e olhe lá. De saco cheio dessa gente que ama ideias e não pessoas, que se apropriam de desgraças para fazer comício. Basta ler comentários no face, a agressividade dos que dizem defender a vida, a intimidação, como odeiam o contraditório. Eu sou pobre, n…