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Mostrando postagens de Julho 5, 2016

Solidão

Cantou Belchior em “Alucinação”: “A solidão das pessoas nestas capitais”. A necessidade de ficar só, de reduzir ao mínimo a interação com outras pessoas pode ser uma escolha pessoal ou não, pode ser sintomas de depressão ou aleijo social. Estamos vivendo quase sem memória solidária ou afetiva, se o outro morreu de fome? Atropelado? Se foi demitido? Quem bom que não foi conosco, é assim de maneira indiferente a dor do outro que a qualquer momento pode ser nossa também que estamos vivendo, a ilusão de que na nossa bolha social estamos seguros têm nos isolado, adoecemos, perdemos o encantamento com a nossa espécie, se ama um cachorro e se despreza aquele humano que ao nosso lado tem medo até de nos olhar nos olhos. Estamos vivendo uma neo- escravidão, as relações são pautadas no servilismo, por mais que se digam amorosas, não são, enquanto o outro for serviçal está tudo bem, se não, está tudo errado. “Meu amor”, “meu bem” ou “meu amigo” são códigos não para demonstrar amor sincero ou ge…