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Mostrando postagens de Julho 14, 2016

Os Escravos

O livro que não foi lido. Publicado em 1883, doze anos depois da morte do seu autor, “Os Escravos” de Castro Alves é um longo manifesto político-poético que além de denunciar as mazelas da escravidão ataca de maneira contundente os poderosos do seu tempo. A poesia social e erótica são duas linhas poéticas que desafiam qualquer autor por flertarem perigosamente com o óbvio, não raro ao lermos poesias com teor social temos a impressão de ouvirmos discursos políticos que ao fim grita-se: volte em mim. Não há poesia sem lirismo, é da natureza poética a voz lírica, sem isso pode-se ter poema, a forma, mas não poesia, por isso mesmo que a poesia não se manifesta apenas na forma de poema, um texto em prosa pode ser construído todo poeticamente, mas quando se pretende fazer poesia e não se consegue levar ao óbvio o traço lírico, tem apenas um discurso prosaico. Castro Alves flertou perigosamente com o prosaico nas suas poesias, flertou, mas não caiu na armadilha de fazer uma poesia que lembr…