Pular para o conteúdo principal

A honestidade e inocência de Lula são um perigo para o Brasil

Gostaria de votar em Lula para presidente em 2018, mas fico com medo. Tenho medo que o coração bom, honesto e inocente de Lula o leve a se aliar com parasitas, canalhas da república e o país assista a uma reprise de coisas como mensalão e agora Lava (interminável) jato. Acredito que Lula realmente não sabia de nada, foi enganado por terríveis bandidos que se aproveitaram do seu bom caráter e fé inabalável no ser humano para nos roubar e humilhar.
Lula é vítima de si mesmo, da sua infinita bondade, e é esse o meu medo, tendo uma nova chance na presidência Lula pode mais uma vez ser enganado, pilhado por essa horda que frequenta as páginas políticas dos jornais, mas que seria bem vinda nas páginas policiais das mais rasteiras.
Lula é incapaz de um gesto sem grandeza, de uma ação que não seja para promover o bem coletivo, Lula é personificação cristã dos nossos dias, Lula não ofende e nem quer o mal a pessoa alguma, seu maior defeito é acreditar em todas as pessoas, de qualquer partido ou ideologia, não importa, se for gente, Lula acredita, Lula ver boas intenções até no satanás. Os políticos do mal sabem desse ponto fraco cristão de Lula e aproveitam, para sem que ele saiba, roubem, corrompam, superfaturem e promovam a morte de milhões de brasileiros devorados pela interminável crise nos hospitais públicos e pelo esfacelamento da segurança pública, ou pela morte intelectual dos nossos estudantes cada vez mais doutores no vazio dos seus diplomas.
Lula não tem ideia de que as alianças políticas que fez foram cruéis para o povo que ele tanto ama, nas muitas alianças políticas estavam os mais cruéis e perigosos assassinos do país, que roubaram dinheiro que salvariam a vida de pessoas com câncer, que nos dariam uma polícia melhor e mais eficiente, que mutilou nosso ensino público, sim, os corruptos que enganaram Lula, são assassinos, não só os políticos corruptos, mas seus comparsas empresários. Lula foi vítima do seu generoso coração.
O pior de tudo, com seus atos de amor a qualquer pessoa, confiança plena os aliados e tantos escândalos dos quais a única culpa foi do seu coração cego de amor pelo próximo, Lula acabou, sem querer, promovendo, um bando de canalhas, preconceituosos, racistas e muitos desses querem ser presidente, deputados, senadores. Lula na sua imensa bondade alimentou os mais degenerados corações e seus movimentos criminosos de assalto ao poder.
Estou vivendo um grande conflito, destruído emocionalmente, não posso acreditar que não vou votar em Lula justamente por ser ele essa pessoa incorruptível, tão incorruptível que é incapaz de ter maldade, de separar o joio do trigo. Se votar em Lula passarei pela angústia de ter de defendê-lo quando os escândalos começarem em seu novo governo, muita gente não acredita que possa existir uma pessoa como Lula, eu acredito, Lula é puro, só enxerga bondade nas pessoas, por isso mesmo não posso votar em Lula, sua bondade é trágica para o país, seu olhar paternal sobre todas as pessoas é trágico para o Brasil, confio e acredito em Lula, ele é o melhor presidente que o Brasil jamais voltará a ter.





Postagens mais visitadas deste blog

"A felicidade é uma arma quente”

Eu que nunca saio do meu lugar exílio, imagino como o mundo deve ser lindo. Estou tão fantasma em Santo Amaro que me considero um prisioneiro condenado a devorar-me sem piedade e pouco a pouco ir morrendo de tantas angústias que não há sol a iluminar tanta escuridão.
Você descobre que está ficando para trás quando todos da sua geração foram embora. Quando esses seus amigos voltam à cidade e você só fala com eles do passado é sinal também que a amizade já era, ficou presa em algum lugar desse mesmo passado. Nem eles e nem você cabem mais na vida um do outro.
Acostumar-se com migalhas de felicidade, com aparente segurança da rotina é um passo certo para pararmos no tempo, para voltado às pequenas coisas nos tornamos bobos de uma corte morta há tempos.
Torna-se um monumento não é bom, se isso acontece quer dizer que mesmo você estando vivo, todos vão considerá-lo morto. Tenho a impressão que a natureza só mata alguém quando esse alguém já não interfere nem para o bem nem para o mal na vida…

Carta para daqui a 50 anos

Hoje é sábado, 29 de junho de 2013, São Pedro, últimos dos santos juninos, aqui perto em São Francisco, vai ter show “grátis” do Chiclete com Banana, claro que não vou, tem gente em excesso de suposta felicidade e acho um saco tanta gente feliz junta por quase nada, não que eu seja triste, mas a minha felicidade repousa na linha do horizonte, não se resume a uma multidão insana pulando e gritando: “chicle...tê!!!! Em 2063, o maior plano é tá vivo, curtindo minha velhice e ouvindo as histórias da minha filha, ler essa carta nem que seja com uma lupa daquelas de Sherlock Holmes, talvez olhe para uma foto minha de hoje e diga: elementar, meu caro, tudo no fim deu certo. Não pense, eu de hoje, que meu sonho é só envelhecer, há o recheio, como de um sanduíche que comi certa vez e daria para alimentar um uma fila inteirinha de pau de arara, pau de arara eram caminhões que certamente devem ter levado muita gente minha para São Paulo, gente que por lá trabalhou duro e morreu da mais profunda…

Mãos calejadas, meu Deus.

Os escravos eram as mãos e pés dos seus donos, tinham as mãos calejadas do trabalho braçal e penoso nas plantações enquanto os senhores de engenho tinham as mãos suaves. Neste momento aconteceu algo que marcou para sempre a divisão do trabalho: o trabalho braçal e o intelectual, o braçal desprestigiado e intelectual privilegiado. Ter as mãos calejadas passou a significar pouco estudo e baixa qualificação, consequentemente desprestigio social, enquanto o trabalho intelectual passou a ser valorizado, trabalho de “doutores”, de pessoas “importantes”. Essa divisão alimentou e alimenta muitas das nossas mazelas e preconceitos. O presidente Barack Obama disse que não pode simplesmente colocar os imigrantes ilegais para fora dos Estados Unidos, porque o país precisa deles. Nos Estados Unidos trabalho como motorista, gari, baba, diarista, garçonete, frentista ou pedreiro são excetuados por imigrantes, muitos deles brasileiros que aqui não pegariam no cabo da vassoura para varrer a própria ca…