Pular para o conteúdo principal

Por que as pessoas se matam?

Segundo a organização mundial de saúde (OMS) 800 mil pessoas se matam todos os anos em todo mundo. Há muitas causas para o suicídio, no entanto uma parece comum: a sensação de que a vida chegou a um beco sem saída. O cansaço espiritual somado a um poderoso sentimento de impotência parece ser o gatilho para por fim a própria vida. É fato que dia após dia a humanidade caminha para guetos ideológicos, sociais, econômicos e religiosos cada vez mais sectários e egoístas; isso provoca até em quem vive nesses guetos uma profunda sensação de tristeza e desolação, pessoas mais sensíveis podem em um determinado momento de profunda angústia e desequilíbrio emocional por fim a própria vida.
A depressão é uma epidemia global, segundo a OMS 4,4% (322 milhões de pessoas) da população mundial sofre de depressão, no Brasil esse número é de 5,8% (11 milhões de pessoas) da população e para piorar o Brasil é o país com mais ansiosos do mundo, 9,3% (18 milhões de pessoas) da nossa população é ansiosa.
 A depressão pode ser uma das causas do suicídio, mas não a única, a depressão pode ter muitas causas, por isso mesmo quem pode ou tem acesso a serviços de saúde devem procurar orientação médica e psicológica. Depressão não é “frescura” ou falta de “foco na vida”, ou ainda algo que se resolva lendo livros de autoajuda.
Desigualdades sociais podem ser as portas abertas para graves problemas emocionais: desemprego, falta de perspectiva, solidão econômica ou solidão étnica tudo isso são doenças que levam a outras doenças. Nas incertezas sociais em que vivemos, redes sociais transformadas em trincheiras para ódio, a economia  ruim e o egoísmo elevado a categoria de religião é cada dia mais complicado enxergar uma saída nesse labirinto imundo que se transformou a sociedade.
É preciso se agarrar ao que tiver a mão. Se você tem fé em Deus, reforce suas crenças, se você tem dinheiro para buscar rapidamente ajuda médica faça isso com brevidade, se você tem filhos, olhe para seus filhos e busque neles força e coragem para vencer o monstro que dentro de você parece te devorar, se você escreve, escreva, desabafe seus dramas, faça diários... Pedir ajuda, mas antes de tudo, se encante com você, com a luz que é você e recomece sua vida, mesmo que tenha que recomeçar do mais baixo nível, esqueça diplomas, esqueça o que foi, erga a cabeça e faça desse dia um novo dia com as condições que você tem.

Postagens mais visitadas deste blog

"A felicidade é uma arma quente”

Eu que nunca saio do meu lugar exílio, imagino como o mundo deve ser lindo. Estou tão fantasma em Santo Amaro que me considero um prisioneiro condenado a devorar-me sem piedade e pouco a pouco ir morrendo de tantas angústias que não há sol a iluminar tanta escuridão.
Você descobre que está ficando para trás quando todos da sua geração foram embora. Quando esses seus amigos voltam à cidade e você só fala com eles do passado é sinal também que a amizade já era, ficou presa em algum lugar desse mesmo passado. Nem eles e nem você cabem mais na vida um do outro.
Acostumar-se com migalhas de felicidade, com aparente segurança da rotina é um passo certo para pararmos no tempo, para voltado às pequenas coisas nos tornamos bobos de uma corte morta há tempos.
Torna-se um monumento não é bom, se isso acontece quer dizer que mesmo você estando vivo, todos vão considerá-lo morto. Tenho a impressão que a natureza só mata alguém quando esse alguém já não interfere nem para o bem nem para o mal na vida…

Carta para daqui a 50 anos

Hoje é sábado, 29 de junho de 2013, São Pedro, últimos dos santos juninos, aqui perto em São Francisco, vai ter show “grátis” do Chiclete com Banana, claro que não vou, tem gente em excesso de suposta felicidade e acho um saco tanta gente feliz junta por quase nada, não que eu seja triste, mas a minha felicidade repousa na linha do horizonte, não se resume a uma multidão insana pulando e gritando: “chicle...tê!!!! Em 2063, o maior plano é tá vivo, curtindo minha velhice e ouvindo as histórias da minha filha, ler essa carta nem que seja com uma lupa daquelas de Sherlock Holmes, talvez olhe para uma foto minha de hoje e diga: elementar, meu caro, tudo no fim deu certo. Não pense, eu de hoje, que meu sonho é só envelhecer, há o recheio, como de um sanduíche que comi certa vez e daria para alimentar um uma fila inteirinha de pau de arara, pau de arara eram caminhões que certamente devem ter levado muita gente minha para São Paulo, gente que por lá trabalhou duro e morreu da mais profunda…

Como é viver com ódio?

A internet parece ter sido transformada na vitrine do ódio. Sempre encontro bons vídeos e sites na internet com conteúdo interessante e instrutivo, mas esses sites e vídeos têm baixíssimas visualizações, por outro lado sites e vídeos com conteúdo de ódio ou violência têm milhares de acessos. Canais de políticos que não tem nada de proativo ou ideias criativas e práticas, mas explodem de ódio batem recordes de seguidores que expõe ódio, violência verbal e ameaças.   Parece ser um estado permanente de ódio, seja religioso, sexual, político ou cultural, nada escapa ao ódio. Algumas manifestações de ódio são abertas ou diretas, outras são disfarçadas de altruístas, mas todas têm como objetivo neutralizar qualquer voz dissonante dos que esses furiosos ambidestros pretendem. No mundo da violência emocional odeia-se por um único motivo: não há no mundo espaço para concepções socais diferentes das quais a ambidestra cavaleira do ódio defende.   O ódio emburrece, torna bruto corações e mentes…