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O amor nos tempos do racismo virtual

Ediney Santana
Racistas agora tem uma nova trincheira: redes sociais e Youtube. Racistas virtuais são covardes como são todos racistas, para destilar ódio e preconceito usam eufemismos, falaciosos partem sempre de alguma premissa verdadeira para levar os incautos a conclusões falsas. A decadência das redes socais projetam com mais violência a decadência concreta das ruas. Racistas virtuais tem um discurso hiper- moralizante, colocam-se como defensores da família, querem nos salvar do “comunismo”, dizem agir em nome de Deus, mas usam dinheiro “santo” para espalharam maldades e ódio.
O racismo é irmão siamês da xenofobia, os racistas virtuais nas suas entrelinhas covardes espalham o ódio contra nordestinos, moradores das favelas. Os racistas virtuais querem criar uma ideologia racista.
Novelas de TV com elenco formado quase em sua totalidade por brancos, para os  negros sobram  papéis simplórios que ajudam a naturalizar o racismo, partidos políticos sejam de esquerda ou direita têm nos seus comandos quase sempre brancos, são raros os negros que comandam partidos no Brasil, além disso, o comando sempre parte do sul do país.
A cultura é dominada por expoentes brancos, prêmios literários ou amostras de cinema que se dizem os mais importantes são todos do sul do país e dominados por brancos. O Brasil apresentado que é como excelência  é branco, sulista e classe média. A esquerda é tão elitista quanto a direita, embora finja que não é e consiga como que por encanto ter nas suas bases pobres e negros que servem apenas de escada para seus políticos e seus sobrenome com história de dez gerações.
O amor nos tempos do racismo virtual é um paciente agonizante. Amor não é mais verbo é apenas uma palavras despida de parceiros, o amor infelizmente tende a um longo inverno. Estamos em tempos criminosos, tempos sem amor, sem esperança e sem anda além do ódio servido como banquete diante o estômago dos cretinos senhores de sempre.
 



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