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O racismo da TV Brasileira

Ligue a tv, não importa o canal, se a cabo ou aberto, escolha qualquer um dos programas. O que há em comum com todos eles? A quase completa ausência de negros.  São agressivamente afirmativos na exclusão do negro, naturalizam o racismo e xenofobia sem constrangimento. Nesse projeto racista televisivo os canis de TV do Brasil usam cotas de negros, contratam dois ou três negros e os inserem em papeis menores, essa é a estratégia cretina desses grupos para tentarem esconder o que realmente são: racistas.
Pergunto-me: o que pensa e como se sente quem trabalha nessas empresas e não são racistas sabendo e tendo consciência que de alguma maneira colabora com um projeto racista de afirmação racial branco?  E em última instância ajuda a condenar milhões de seres humanos a uma vida periférica? Como se sentem os negros que trabalham nessas empresas sabendo que elas são racistas e que eles ali cumprem um papel menor dentro de uma organização criminosamente racial?
O que não falta na tv brasileira são programas de entrevistas, mas nesse universo, com alguma exceção, da falastronice, o universo é branco, só brancos têm opinião, só brancos têm algo a ensinar, só brancos são “formadores de opinião”. E assim é em toda programação da tv, e assim enquanto eles tiverem audiência. Há um mercado racista e lucrativo, esconder os negros de novela que se passa em Salvador, cidade em que 90% são de pessoas que se declaram negras, só é possível porque o racismo faz a empresa responsável pelo racismo ter muito lucro.
O resultado da naturalização do racismo é negros terem dificuldade para conseguirem emprego, negros serem vitimas da violência do Estado, crianças negras não terem acesso a uma educação decente, a política ser comanda por família de brancos há décadas,  enquanto negros por mais talento que tenham são desprestigiados e jogados no cemitério da invisibilidade.
Reagir é preciso e há resistência do negro, mas só a resistência política e organizada em movimentos  sociais não é o suficiente , a resistência mais importante é a consciência de que se é negado, excluídos que deve brotar em cada casa, grupo social, sem sentimento de revanche histórica ou auto exclusão.
Creio ser possível ocuparmos espaços, assumir qualquer papel social, creio que neste exato momento isso já acontece, os racistas ainda tem o controle de muitas coisas, mas neste presente suas bases foram abaladas, teremos para já um sociedade para todos e de todos, uma sociedade que você não vai observar a cor da minha pele, mas tão somente minha capacidade de realizar o que me determinei a fazer.

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